
Tristeza
A tristeza é amiga íntima da alegria
Elas combinam a hora e o momento de cada uma emergir na imensidão de sentimentos
Elas andam juntas, cúmplices de uma vida
Mas quando menos se espera, o fantoche da vida recebe os impulsos por um cordão
Cada impulso transmite um sinal. O sinal do futuro
Como por um passe de mágica, o cordão determina a transformação, como uma tempestade inesperada
O límpido céu azul dá lugar a mais alta e densa nuvem escura
Isso ocorre quando a alegria vacila o sono e deixa a amiga reinar impiedosa
O fantoche tenta, incapaz, pedir à tristeza que dê vez à alegria
Impetuosa, nem sequer diz não
...
Casa de Leitura Chico Mendes dá exemplo de que leitura é essencial para o desenvolvimento humano

O escritor Milton Hatoum visitou a Casa de Leitura Chico Mendes, no dia 19 de junho, acompanhado do presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Daniel Zen, e de representantes do Comitê Chico Mendes, como o ativista Abrahim Farhat, mais conhecido como "Lhé". Durante a visita, as crianças leitoras da Casa cantaram, contaram histórias e interpretaram contos amazônicos.
A Casa de Leitura Chico Mendes não foi batizada com esse nome "casa"

Milene é irmã de Micirlene de Almeida Santos, de 13 anos. Foi Micirlene que levou a irmã mais nova para acompanhar as sessões de leitura na Casa. Aos poucos, lembra a irmã, a pequena Milene começou a interagir com as outras crianças, com os livros e com as histórias. "Um dia, estávamos dividindo um texto para a leitura. Então, a Milena, na época com três anos, ao ver que não tinham dado o texto a ela, reclamou: cadê a minha parte?", destacou a coordenadora da Casa, Maria Antonia Oliveira.
Rodeados por livros (mais de 1,2 mil títulos), revistas, mesas de estudos e instrumentos musicais, as crianças se desenvolvem por meio da leitura, como se estivessem realmente

O escritor Milton Hatoum ficou emocionado. Depois de ter participado do Laboratório do Escritor, realizado no dia 18 de junho em Rio Branco, ele pôde comprovar a necessidade do desenvolvimento da leitura para o crescimento intelectual das pessoas. "A Casa da Leitura Chico Mendes é uma experiência vitoriosa e exemplar. Certamente, essa idéia deveria ser levada para toda a Amazônia. Esse é o verdadeiro laboratório de leitura", destacou o escritor.
A Casa de Leitura Chico Mendes foi criada em 2005. Ela é construída em madeira, no mesmo modelo das casas do Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH), respeitando a arquitetura das casas do bairro Chico Mendes. Os agentes de leitura e auxiliares da Casa são os próprios moradores do bairro, vizinhos do local. Como fruto do trabalho desenvolvido, em breve será lançado um livro de poesias compostas pelo grupo de leitores estimado em 116 pessoas, entre crianças, adultos e idosos.
De acordo com o presidente da FEM, Daniel Zen, a Casa é um espaço destinado ao desenvolvimento da leitura nas comunidades distantes do centro da cidade. "As casas de leitura ou os pontos de leitura se destacam pela proximidade com a comunidade. Isso permite o estímulo da leitura e facilita o acesso ao livro, àquelas pessoas que estão distantes das grandes bibliotecas", ressaltou Zen.
Fonte: Agência de Notícias do Acre
Autor: Diego Pintro
Fotos: Sérgio Vale/SECOM

O peso da canopla
Um momento novo: estagiar em televisão.
Televisão é diferente. É urgente e emergente. Trabalhar na produção, tentar escolher e “vender” uma pauta (matéria) – coisas difíceis. Como sempre penso: é um desafio diário. Produzir uma pauta se parece com a hesitação inerente ao ato de escrever neste blog. Sempre me pergunto: será que vale a pena? Será que esse assunto é legal? Aí vem o desafio: trabalhar a idéia de uma forma interessante aos olhos dos “leitores” do blog e da TV.
Depois de algum tempo, quando estou me acostumando com a idéia de trabalhar na produção, vem mais um desafio: ir para a rua. O primeiro sentimento se parece com aqueles ataques da síndrome do pânico. A vontade que dá é a de não sair, pois parece que não vai dar certo. Mas aí você finge não pensar nos medos e vai! De repente, depara-se com um mundo lá fora, totalmente diferente das quatro paredes frias de qualquer sala. Você começa a respirar aquilo que vai reportar aos outros...
Bom, chega de falar sobre os desafios. Vou relatar um pouco do meu primeiro dia na rua.
Chego à TV às 13 horas. Três pautas estão “endereçadas” ao meu nome. A primeira: VT Especial/ Dia da Mulher. Caraca, esse “especial” pesou. Mas vamos lá. A personagem é a Dona Cota, há mais de 40 anos moradora da Estrada do Quixadá, quilômetro 10 (não sei por que colocam sempre esses endereços desse jeito “KM
Cumprimentos normais. Conheci Dona Cota e o marido dela, o Seu “Caboco”, e alguns filhos do casal. Sentei em uma cadeira de balanço (ô coisa confortável). Aí o Cassius, repórter cinematográfico, começou a gravar, enquanto eu conversava com Dona Cota. Mas conversar o quê? Perguntar o quê? Por onde começar? Óbvio, começar pelo começo. Resolvo deixar as coisas fluírem naturalmente. Papo vai, papo vem. Gravo sonoras (entrevistas curtas). Passeio com Dona Cota pela plantação de verduras. Ela conta um pouco mais sobre o dia-a-dia na roça. Gravo mais uma sonora com um dos filhos dela. Depois com o marido...
Caraca, são 14h50, faltam dez minutos para a próxima pauta, que fica no centro da cidade, que é um evento da prefeitura, que o prefeito vai falar, que eu preciso pegar a sonora dele... E lá vamos nós...
Chego ao evento. Nas margens do rio Acre, um sol de matar. Deputados, secretários, assessores etc etc etc, enfim, “otoridadis”. Pego sonora aqui, pego outra ali. Vamos descer ao rio. Falar com os produtores – eles são os personagens que estão ganhando novos barcos para o transporte da produção e tal. Na volta, decido tentar gravar uma passagem (momento em que o repórter aparece na reportagem). Isso foi na beira do rio, no meio daquele sol. Eu, branco, refletia os raios de “A” a “Z”.
Ok. Vamos para a outra, a terceira. Desta vez, vamos falar sobre direitos humanos. “Os travestis e transexuais ganham o direito de serem tratados pelos nomes sociais quando forem procurar atendimento médico”. Sonoras com o presidente da Associação dos Homossexuais do Acre (Ahac), depois com a Safira, uma auxiliar de cozinha que sofria na hora do atendimento médico, pois, quando era chamada, a enfermeira pronunciava o nome de registro: Francisco. Aí vinha o constrangimento. Mas isso acabou. Pelo menos é o que determina o papel do Ministério da Saúde.
Apesar da correria, ir para a rua foi interessante. Depois de tudo, voltamos para a TV. Que bom! Sentimento de dever cumprido. Cumprido? Nada! Agora vem a parte que, talvez, seja a pior: escrever o texto, escolher as sonoras e gravar os offs (narração do repórter coberta pelas imagens). Meu deus, novamente, por onde começar?! Bom, o melhor é que, depois de começar, a coisa flui. O texto vem. É como se recebêssemos uma entidade que toma conta da mente e nos transporta a um mundo além matéria... Muito louco!
Textos escritos. Hora de gravar os temidos offs. Será que minha voz vai ficar legal? Será que vou conseguir dar aquela entonação perfeita? Será que isso? Será que aquilo? Será...? E foi! Matérias colhidas, escritas e gravadas. “Agora vou embora. Amanhã vejo no jornal a ‘coisa’ que consegui produzir”. Na minha cabeça, o único pensamento que vinha era: ficou tudo muito ruim – coisa de gente que se exige demais – coisa de gente meio ou totalmente doida... rs.
O resultado foi o seguinte. Gostaram. Deram dicas. E agora estou procurando melhorar a cada dia. Em relação ao pânico do primeiro dia, continuo tendo... Talvez passe, talvez não, mas não vou desistir.
Nunca deixe de olhar pelo caleidoscópio!
Semana do meu 25º aniversário. Estou completando ¼ de século. Isso pesa? Não! Adoro a experiência que o tempo nos traz.
Fazer aniversário em novembro é muito bom. Principalmente por pertencer ao signo de sagitário e por estar próximo do final do ano. É como se todo aquele clima de ano novo começasse desde agora. Isso traz um sentimento duplo de renovação. Odeio natal, mas adoro o ano novo, vida nova, novas chances, novas experiências.
No último reveillon, pedi aos deuses que me dessem um ano novo cheio de coisas boas. Mas pedi, também, que me dessem coisas boas e suportáveis para o tamanho da minha necessidade.
As coisas vieram. O ano foi bom. Principalmente a partir de maio, quando a vida amorosa se consolidou. A vida profissional também foi boa. Alguns momentos financeiros difíceis apareceram, outros se foram, alguns permaneceram. Mas o bom de tudo é saber que sempre temos novas chances para resolver as coisas. Dias novos, anos novos, vidas novas...
E na hora de resolver algum problema, procuro antes olhar pelas lentes de um caleidoscópio! Ele mostra diversas formas de encarar diversos problemas e encontrar suas diversas soluções. Faça isso!
Obrigado por tudo!
Parabéns à VIDA...
O nosso caminho...

Imaginações à parte!
É difícil, às vezes, imaginar o quanto maravilhosa seria a vida em futuros incertos. Em certos momentos desprezamos a nossa capacidade de fazer as coisas darem certo. É por isso que o sentimento de conquista daquilo que desejamos para as nossas vidas é, sem dúvida, o melhor combustível para continuar neste caminho que, principalmente hoje, acredito estar correto.
Amo o momento que estou vivendo, e faço de tudo para que ele perdure por muito tempo, pois o futuro depende e muito daquilo que fazemos hoje.
Quanto ao processo de construção e manutenção daquilo que desejamos – estou em plena atividade para manter aquilo que me traz a felicidade diária, a vontade de continuar e de lutar por dias melhores.
Tenho a certeza de que VAMOS conseguir... Pois no que depender de mim, a história vai continuar sendo escrita em um diálogo existente a partir de...
Um dia, um sol, uma estrada, uma união!
O pôr-do-sol e o seu presente...
Palavras ditas pelas não ditas. Vontades reprimidas. Sonhos adiados.
Mas a certeza de estar no caminho certo!

Em busca de novas possibilidades
Nossa vida é feita de construções - possibilidades que partem da imaginação à realidade.
Estou procurando fazer da minha realidade aquilo que sonho.
É difícil, mas é um exercício diário - não posso desistir.
Viva a dinâmica da vida e a oportunidade de termos sempre novas possibilidades a cada instante!
"Eu amo tudo isso"...

Tem coisas da vida que, às vezes, preferimos não lembrar.
Há outras que não nos dão escolhas.
Assim como o sol.
Podemos não percebê-lo todos os dias em sua plenitude.
Mas, mesmo assim, ele está lá, dando o seu espetáculo diário.
Isso porque o seu brilho não se apaga e nem é apagado!
E se ela se fechar?
Hoje, depois de muitos dias e noites de incertezas, o certo veio. Aquele pelo qual luto sempre.
Obrigado a todos que torceram por mim!
Abraço.
Existem cenas com signos universais
que não precisam de nenhuma linha textual
para explicar o seu significado...
Apenas assista!
Imagem: Queer as Folk - último episódio da primeira temporada.
Assista no endereço abaixo:

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
pois metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo
não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimento
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
e a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
que me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
e a outra metade não sei
Que não seja preciso mais que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é a canção
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também...

A incerteza do ‘ser’
Quem sou eu? Quem é você? Quem somos nós?
Perguntas essenciais para a vida!
Quem eu sou é o que eu penso que sou ou o que os outros pensam de mim? Ou, ainda, aquilo o que eu quero que pensem de mim?
E você? É, você mesmo! Quem é você? Você é a representação daquilo que eu queria ver em você ou você é mesmo quem você pensa que eu penso que você é? Será que para mim você é aquilo que você pensa ser?
E nós? Nós mesmos! Olhe nosso reflexo no espelho! Nós somos aquilo que eu penso que somos ou aquilo o que você imagina ser? Ou, ainda, somos um produto da junção de nós dois, sendo que sem um de nós, o nós não existe mais?!
SÓ POR HOJE...

Hoje, apesar do cansaço e da preguiça para tentar pensar em alguma coisa que me fizesse produzir algo, consegui mais uma etapa boa e visível do poder de auto-criação do real. Consegui perceber que as coisas não eram como eu pensava que fossem, pois, hoje, criei-as e forma harmoniosa e compensatória.
Depois de um banho relaxante (acredito que foi o chuveiro que me fez concluir o turbilhão de pensamentos), senti uma vontade enorme de falar com meu pai, saber, simplesmente, se estava bem e se havia aproveitado o final de semana.
Alô, pai. Tudo bem?
Em seguida, lembrei de assuntos inacabados. “Preciso ligar para saber se está bem”. Liguei e senti uma paz interior incontável.
Hoje está sendo como se fosse o dia do encontro da incerteza com a certeza de que realmente temos duas opções ao acordar pela manhã: fazer do nosso dia um arcabouço de lamúrias ou um espaço de tempo no qual precisamos atuar como agentes transformadores de realidades, que até então nos parece intangível.
Antes do banho, dei uma volta pela cidade, encima de uma moto e com uma carona do tipo: matar saudades (fazia tempo que não o fazíamos, como é bom). Conversas construtivas. Papos sérios. Besteiras à parte... Esse é o maravilhoso ato de criação de momentos agradáveis e produtivos.
A vida parece tão boa e simples quando começamos a pensar desta forma. “Nesse mundo de possibilidade tudo é possível” – por isso escolhi trabalhar para que possibilidades evolutivas tomem conta do meu ato de vivenciar a vida e compreender as “complicadas” relações sociais...
Boa noite.

Voltei ao meu normal. Hoje, consegui fazer as peças do xadrez caírem sobre o tabuleiro de forma organizada e estratégica. As coisas parecem muito mais claras. Já consigo ver os caminhos sendo traçados novamente. Isso é muito bom!
Quedas são ruins, mas fazem parte da nossa existência – afinal não somos sabedores de tudo, mas podemos nos fazer conhecedores, abrindo nossa mente para uma ampla visão/experimentação daquilo que nos cerca.
Hoje, depois de fazer minha matrícula na Ufac (vamos estudar direto até março de 2007), percebi que tenho tantas coisas boas para comemorar que não cabe o direito de achar que a vida é chata, dura ou sem graça.
As coisas que passaram, por mais que sejam boas ou rins, não pertencem a mais nada senão ao passado. Desse passado, quero guardar apenas as boas lembranças – e foram muitas...
Abraços. Boa noite.
Dormir
Para quê dormir? Até hoje não consigo entender o por quê de que, além da necessidade física, precisamos dormir... É complicado quando temos uma mente altamente ligada com as coisas do mundo e não conseguimos deixar o corpo descansar.
Por que a mente não consegue encontrar aquele lugar seguro para baixar a guarda e deixar o corpo descansar?!
Sei lá! Nesse ponto, após noites e mais noites de insônia, não sei exatamente a resposta...
Sei que estou selecionando “certas coisas” com as quais não evoluo para descartar – feito comando de computador – MANDAR PARA LIXERA. Mas a minha lixeira não tem a opção “restaurar arquivos”...
Abraços e boa noite - àqueles que gostam dela...
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